
Hoje de manhã tive a ingenuidade de ouvir as bandas que vão tocar no tim festival, antes de tomar café.Não vou nem falar daqueles músicos de jazz que ninguém com menos de quatro copas do mundo conhecem, tô falando do que bomba nos ipod´s dessas puc´s do meu Brasil.
Tudo é uma porcaria, incrível.Tem umas coisas tipo A Fofoca (The Gossip) liderada por uma gordinha que tem cara de fofoqueira mesmo, bem naquela onda de música de putinha da fosfobox.Aliás, sou só eu que continuo firme no meu desgosto por música eletrônica?Gente, faz nem 10 anos atrás ninguem ouviria esses baixos toscorrendos com as mulheres gritando/gemendo.Quer dizer, existia Le Tigre e tudo que iniciou o movimento lesbiscates, mas era um nicho muito específico: agora parece que ninguém sabe mais o que é fazer música com uma melodia criativa.
MGMT: Alguém avisa pra eles que esqueceram o reverb ligado no máximo.Tá, sou só eu que não acho legal alguem cantando num bunker?
Ninguém sobrevive ao Tim Festival, muito menos o meu dinheiro.É só olhar as edições passadas e tentar conceber algum futuro pras bandas que estão bombando na fila do Koni Store.Eu ainda não entendo como alguém consegue comer comida crua, mas pelo menos elas não custam 80 reais (um pouco menos).
Gosto do Paul Weller, aquele cara do The Jam.Eu gostava/gosto da banda até.Mas podiam tocar 3 Paul Welleres por um David Bryne.Tem muito Paul Weller por aí, mas Byrne são poucos.
Gogol Bordello é o cinema-verdade.Se Matanza é Bruce Willis, Gogol Bordello é Capitão Nascimento.Duas caricaturas que se auto regurgitam a cada cd, a diferença é que o Gogol, além de ter o aval da inteliggenza cult européia, tem alguma propriedade pra cantar as suas letras, sendo amigos do Cigano Igor e da turma do Explode Coração.Nada contra o Gogol, o Matanza ou o Dropkick Murphys,não!Eu até canto os refrões animados enquanto bebo cachaça.Só que depois eu tenho essa ressaca de coisas temáticas, sei lá, a sensação que dá é que eu ainda jogo RPG, que tô numa convenção de Dungeons and Dragons.
Pelo menos a única coisa boa disso tudo é o Vampire Weekend.Ah é, eles não vem…
E o Andrew Bird, uma das figuras mais consistentes e de qualidade no cenário alternativo musical?”Quem?” me responderia alguma estudante de design, esperando o seu harumaki de legumes.
Vamos combinar aqui, meus três leitores: se daqui há três anos vocês lembrarem qual era o nome de cinco personagens d´A Favorita, e cinco bandas do Tim Festival desse ano, eu juro, mas juro, que vou no kone com vocês.
Um beijo, pra vocês e pra minha estrutura textual