Joséfina Custom Penteadeiras

26/05/2011

climinha gostoso*!

e ai pipou, tudo bem? :)

vim aqui dar um recadinho: sabe quando você se junta com uma amiga pra se maquiar praquela balada e sente que tá faltando alguma coisa? e não tô falando daquele gato que você não sabe se tá na sua fita ou não e nem daquela maquiagem que dá aquela assistência no seu look, mas sim de um templo, algo que te pega pela mão e fala “YOU GO GIRL”?

nós aqui da Joséfina estamos criando com todo amor um conjunto exclusivo de penteadeiras feitas sob medida pra você quer gosta de ter um cantinho só seu, um templo onde o bom gosto da vovó não impede você de apertar umzito com a ajuda de uma fivela comprada no brechó!

estamos preparando também algumas surpresas: penteadeiras exclusivas, com dock pra ipad e otras cositas más e ainda personalizadas pelos designers e grafiteiros mais conceituados do ramo! como aqueles irmãos gêmeos esquisitos

imagina esses boneco todo esquisitão cada um em forma de penteadeira não seria lindo

imagina esses boneco todo esquisitão cada um em forma de penteadeira não seria lindo

então, quer valorizar o seu ambiente com elegância e estilo? dá um pulinho no nosso ateliê no Jardim Botânico! todos os Sábados estão rolando comidinhas e bebidinhas com o duo Kindergarten, que tocam clássicos do Joy Division num xilofone e em uma escaleta. Über cool!

Rua Amendoeira Kitsch – 49 – Jardim Botânico

nós vemos lá!

* o cachorro pode ser trocado por uma mucama angolana

Nem em pé e nem deitado: uma curta história sobre a cadeira como objeto de arte

12/05/2011


O homem nunca cansou de surpreender o homem. Depois de virar bípede, ele chegou a conclusão que precisava de um lugar pra descansar, contar histórias, fumar cachimbo, terminar cruzadinhas e ter ereções furtivas com a sobrinha no colo que, apesar da inocência, já estava chegando na puberdade. O lugar pra ficar sentado, ou seja, nem em pé e nem deitado, é o grande mistério da humanidade. A roda todo mundo sabe que foi inventada por algum brasileiro que não resolveu patentear a idéia, mas o acento foi inventado por algum sujeito, provavelmente europeu, que estava preocupado com o “bem-estar” (WELFARE).

Uma simples cadeira, uma cadeira em si, o conceito mais puro de cadeira. O mundo do design deve chamar isso de "cadeira-em-cadeira"
Uma simples cadeira, uma cadeira em si, o conceito mais puro de cadeira. O mundo do design deve chamar isso de “cadeira-em-cadeira”   

A cadeira como instrumento de poder surgiu logo após um druida ter notado que era possível realizar sermões sentado (a palavra não existia na língua local — o movimento era explícito) e através dela passar a idéia de que se estava um pouco de pé, um pouco deitado. Era o bastante pra gerar a dúvida de que você estava semi-consciente, e não dormindo ou morto.

Compreendendo essa dinâmica, o druida local encomendou quinze pedaços de madeira talhada, com o apoio para as costas (a bossa-nova ainda não havia vingado) para um artesão local. Surge assim o primeiro designer de cadeira e suas variantes (tronos, poltronas, sofás etc.) que estabeleceu, através do tempo, questões até hoje pertinentes ao mundo de pessoas que ocasionalmente se sentam em algum lugar:

O mundo está preparado para permanecer sentado?

Como eu posso estimular que as pessoas se sentem em uma cadeira, e não no chão?

Quantas pernas são necessárias pra se trocar uma lâmpada (“r: seis” risos) ?

Durante o período medieval qualquer tipo de contestação era censurada: livros sobre o caráter filosófico da cadeira  (“Deus no Juízo Final permaneceria sentado ou em pé?”) foram queimados em praça pública. Os reis permaneciam sentados em seus tronos porque isso era natural, como se fosse loucura contestar o movimento da perna esquerda com a direita quando ocasionalmente alguém tivesse que caminhar (andar era cafona e galope a cavalo era coisa de playboy).

O Século das Luzes trouxe de volta todas essas questões esquecidas durante séculos. Inspirados na cultura greco-romana, designers do mundo todo retomaram a discussão que existia em torno da coluna ereta sobre os joelhos flexionados: até quando o mundo iria negligenciar a beleza contida em um movimento tão demasiadamente humano?

Debates acerca da funcionalidade existencial da cadeira foram realizados em diversas cidades européias, em especial Gênova, considerada o Brooklyn do século XIV. Um dos designers se destacou por sua genialidade e um look pretensiosamente despojado. Seu nome era Leonardo Da Vinci.

DaVinci em uma passagem relâmpago por um vernissage em Constantinopla

DaVinci em uma passagem relâmpago por uma vernissage em Constantinopla

Leonardo da Vinci ficou conhecido como pintor, escultor, engenheiro, DJ, fotógrafo, designer e colaborador da revista “Vice”. Trouxe com ele não apenas um novo olhar sobre os “pedaços de carbono grotescos da natureza” (assim era por ele chamadas as árvores e pedras) mas também elevou a cadeira a objeto de culto. Não bastava apenas ser artista: você devia saber confundir o cidadão comum sobre o que era ou não um objeto de arte. E nada melhor do que a cadeira pra isso, afinal, ninguém dava mais a mínima pra um objeto absolutamente indispensável. Nasce ai o conceito de cadeira como objeto de arte, tema central dessa minha digressão histórica.

A cadeira no mundo moderno e o legado genôves

Com um tempo a cadeira foi consolidada de maneira definitiva na memória afetiva do ocidente. As pessoas estavam dispostar a pagar quantias absurdas por um suporte de quatro ou três pernas. Todos os acentos tiveram o seu glamour: o trono perdeu a sua importância e  o sofá continua como um clássico aparelho de arregimentação social. Mas a cadeira, a matriz de todos os apoios do corpo, é o termômetro mais preciso sobre as mudanças na visão do homem sobre a sua condição.

Em alguns lugares você compra um ser humano com o dinheiro gasto na compra dessa cadeira

Em alguns lugares você consegue um ser humano com o dinheiro gasto na compra dessa cadeira

Hoje em dia é notável o status que a cadeira exerce no mundo contemporâneo: quem é milhonário gasta mais em uma cadeira do que em meses de salário de uma parte dos seus empregados que, vez ou outra, tem o direito de se sentar. Pelo menos eles sabem o prazer que é ficar nem em pé e nem sentado. Mesmo na maioria das vezes a cadeira não sendo “ergonômica-de-aço-inoxidável-designer-renomado-de-Tokyo”.

Será que Da Vinci iria imaginar que chegaríamos a isso? O que eu posso imaginar é a frustração dele em ter vendido a Mona Lisa como peça única ao invés de fazer uma dúzia de versões exclusivas, com dedicatória ao comprador e expostas em galerias e no seu Flickr pessoal. Ou o Michelangelo vendendo não uma escultura de David por dois milhões, mas dezenas por quinze mil. Uma delas iria pra casa do Jô Soares, com certeza.

“O olhar pokémon” vs “O burguês sem agrotóxico”

14/04/2011
Capa do novo disco do Camelo encarando a nossa querida criaturinha japonesa

Capa do novo disco do Camelo encarando a nossa querida criaturinha japonesa

Um espectro ronda a Gávea – o espectro do olhar pokémon. Marcelo Camelo denunciou a novidade virulenta que assola a indústria artística que, ao invés de manter um jabá por dez anos, agora mantém apenas por duas semanas.

Já gostei muito do trabalho do Camelo… mas antes dele começar a fingir que é maluco. O problema do artista que quer se pintar de maluco é que ofende os malucos de verdade, como o Arnaldo Baptista. Não sei qual é a diferença entre acreditar que vê discos voadores como o Arnaldo ou comparar Mallu Magalhães aos Racionais MC’s , como o Marcielo mandou faz uns dois anos.

Como herdeiro do foclórico-rococó, que tem Gonzaguinha como ídolo máximo, o sujeito veste um discurso de “cheiro de terra molhada” que é típico do seu nicho de séquitos.

É aquela famosa carência de ter os pés descalços, típica do rico do primeiro mundo, só que pintada com o jequismo brasileiro. A família européia que vai passar as férias na Tailândia em um hotel cinco estrelas e se sente em um filme do Indiana Jones.  No Brasil o equivalente é ir pra Natal com o dinheiro que você ganhou como publicitário na agência África. É a burguesia que compra suco de laranja caríssimo porque “vem com gominho”.

O burguês sem agrotóxico é o sujeito que canta sobre o sabiá com a vivência de quem só conhece pombo. Faz poema sobre a amendoeira mas não sabe diferenciar uma árvore da outra na rua. E assim, eu não estou falando que o sujeito deve explodir um orfanato pra se colocar na posição de um psicopata, mas eu teria vergonha de viver defendendo no meu cotidiano um discurso pastoril sobre as relações humanas sendo criado entre viagens a Europa e gadgets da Apple. Ler uma revista chamada Piauí mas não consegue apontar o estado no mapa.

Serve como alento saber que o sujeito que realmente vive com restrições ao mundo moderno caga pra qualquer discurso desses caras, pelo menos até certo nível. Um figurante pobre de um documentário do Walter Salles é empurrado pro tapete vermelho como um totem perdido de uma antiga civilização. Depois cada um volta pro seu flat e o sujeito volta pros confins do esquecimento. E o burguês sem agrotóxico acha que isso é valorizar uma vida com valores perenes, que ganhamos mais uma batalha contra o “olhar pokémon”.

Estudantes de arte que são sustentados pelos pais do mundo inteiro, uni-vos!

Quem mexeu no meu IDH?

29/11/2010

Cotidiano é uma governanta gorda que te ensina desde a usar talher até falar de maneira apropriada, já diria eu. Existe alguma coisa no polimento diário que te faz virar uma pessoa fina ou um porco bêbado.

Estou me mudando da Tijuca (aka “centro do universo”) pro bairro do Flamengo, aqui no Rio. Em uma rua que era passagem da nobreza de cavalaria até o Palácio aonde os nobres portugueses viviam, uma espécie de calçada romana em uma versão menos bem acabada.

Arrumando as caixas e indo pra lá, conheci os meus poucos vizinhos. Um apartamento por andar.

Visitando os apartamentos vi como a aristocracia entrou em um processo de pussyficação (expressão herdada do amigo Ronald Rios) pra entrar na era do clean, do bairro de subúrbio americano, da total assepsia.

Os art books sobre arquitetura e fotografia de barco espalhados nas prateleiras rentes ao chão são a nova cristaleira:

vejam minha linda cristaleira

vejam minha linda cristaleira

Fiz uma social no terraço e fui ignorado pela comunidade predial, mas naquele desprezo estilo Romário quando se mudou pro Leblon.

Você visita a casa de um vizinho VIOLINISTA CLÁSSICO e espera o que? Lógico:

Eletrodomésticos de aço escovado: a nova Frigidaire

Eletrodomésticos de aço escovado: a nova Frigidaire

O “JOIE DE VIVRE” CARIOCA

BOTEQUIM INFORMAL: INFORMAMOS QUE ÉS FORMAL

BOTEQUIM INFORMAL: INFORMAMOS QUE ÉS FORMAL

Um dos grandes males da institucionalização do despojamento carioca é a esquizofrenia que existe na hora de nominar o seu estabelecimento. Boteco que é boteco, raramente tem essa definição no nome. Boteco é “bar e lanchonete”, se o caso for amenizar na hora do extrato do banco se a sua mulher lhe perguntar aonde foi que você gastou tanto dinheiro. “Café bar” é coisa de homem, de quem bebe em pé. Existe também o singela fantasia de chamar seu boteco de “lanchonete”, como uma universitária de família que a noite se torna puta de luxo.

O que não pode existir são lugares como o nefasto “Botequim Espelunca Chic”, que é a bastilha dessa geração GNT, dos que conhecem todos os garçons pelo (mesmo) nome, dizem que são torcedores do Flamengo desde pequenininho mas no fundo usam a camisa como uma reparação histórica, a geração que compra pão de sete grãos no Mundo Verde mas reclama que o velho comércio anda morrendo.

E é com esse tipo de vizinho que eu vou ter que conviver. Certamente existem focos de resistência aqui e acolá, mas enquanto não encontro vou seguindo de pick-up velha pro olho do furacão.

Questões centrais da antropologia estruturalista

09/10/2010

 

Grande Claude Lévi-Strauss
(momento pausa para RS)

Roqueiros da praça e suas incríveis máquinas de expelir bile

17/09/2010

Passeando com Amanda Meirinho sentamos em uma praça pelo centro do universo (Tijuca) bebendo uma cerveja horrorosa e lembramos que existe um mundo mágico onde reside tudo o que você procurou esquecer quando entrou na faculdade e resolveu procurar um emprego. Na época em que tudo o que você precisava para se sentir inserido em um nicho de cultura era uma mochila jeans velha com pano do Korn costurado e vodka Leonoff misturada com Sendas Cola

°º¤ø„¸¸„ø¤º MUNDO DOS ROQUEIROS  DA PRAÇA °º¤ø„¸¸„ø¤º

Gótico negro: rejeitado pelo circuito tradicional por questões etno-óbvias, o gótico negro venera a morte colocando fotos preto e branco no orkut na resolução de oito bits.

O gótico se difere dos outros roqueiros adolescentes por se considerarem POETAS, então normalmente depois dos vinte eles fazem letras na universidade e começam a usar uns blazers escrotos de brechó enquanto dividem um pequeno apartamento com alguém com quem tem uma duvidosa relação.

Gorda lésbica de cabelo roxo: outro clássico juvenil, a gorda lésbica de cabelo roxo é a mulher que mais se impõe no grupo por ser a que mais parece homem.Com sua mesma camisa do Korn, ela é quem normalmente batiza as meninas com sua primeira relação lesbo-afetiva e ensina os homens como se enfia no buraco delas, com intenções puramente didáticas.

Costumam ser grandes amigas até os pais mudarem pro interior. Aí depois de um tempo você entra na Internet e vê as fotos dela recente de cabelo grande e um pouco mais feminina e pensa “nossa ñ é que ela era mulher mesmo kkkk” até que ela consegue um emprego decente pra sair da casa dos pais, vivendo seu amor bandido com uma não-tão-provável lésbica.

O grunge branco de cabelo ruim: normalmente considerado o macho mais popular do grupo por ser quem mais parece os músicos das fotografias das bandas do primeiro mundo. Branco, com espinha na cara, olhos azuis e cabelo meio ruim estilo Marcelo D2, ele representa essa síntese gostosa do ranso dos jovens roqueiros do subúrbio: frustrado por ter nascido no lugar errado, joga toda a sua frustração na Finlândia, que é sua Terra Média.

O punk de 30 anos que ainda mora com os pais: os amigos se foram e ele ficou na adolescência e hoje anda com uma galera com metade da idade dele. Pela experiência e TARIMBAGEM, é o mais respeitado e temido no grupo. É tipo aquele japonês do filme do Peter Pan com o Robin Willians

Roqueiros do subúrbio e seu líder natural

O líder natural transparece confiança e pode entrar em boates com uma identidade original

A praça mais próxima do colégio é o campo de interação de todas as espécies de tênis all-star preto, sendo eles de colégios particulares bilíngües, escolas públicas ou cursos técnicos do Cefet. NÃO EXISTEM LIMITES SOCIAIS quando tudo o que você precisa é um maço de Gudang e Cantina da Serra. Falar mal da premiação de música de um canal jovem ou simplesmente furar a orelha do seu amigo com uma tesoura pra colocar um brinco e depois ele se fuder com uma cartilagem inflamada: o importante pra essa matilha com sabão de coco no cabelo pra fazer moicano é PIRAR O STATUS QUO até que os pais se separem e que você tenha que morar com algum deles e enfim trabalhe como boy na empresa do seu tio, começando, infelizmente, a usar relógio de pulso e se inscrever em um cursinho pré-vestibular.

A burguesia fede

Abs

“me dá só um beijo e eu largo do seu braço” um miniconto

08/07/2010

E ai gata me da um beijo so que eu largo do seu braco um beijo so o que custa vai eu te saquei olhando pra mim na pista essa noite e nossa vem ca eu tambem adoro essa musica sempre gostei de mulher morena po esse ar condicionado ta muito forte ne faz mo friao outro dia nem tava funcionando direito po que kra e essa linda chega aqui mais perto olha eu to sendo chato? olha eu to sendo chato? sei que to sendo chato mas e que voce tem alguma coisa que eu nao vejo em mais ninguem aqui nessa boate nao precisa falar nada so chega mais perto

eu vou chamar o segurança

tambem nao queria nada sua piranha

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Fin

Fin



CHEGOU….!MEU 1o MOLESKINE

01/02/2010

Sabe eu estava falando com meus amigos sobre como deve ser legal ser artista, mas aqueles de elite tipo artistas plástico que tem um ateliê em algum bairro nobre e que usa um chinelo franciscano com uma camisa decotada e que usa “materiais não usuais”. Não ser reconhecido no shopping da baixada mas sim no Shopping da Gávea enquanto tomo um cappuccino com chocolate, requinte e sofisticação com cobertura de canela.

Como ser assim? Comecei a pesquisar blogs de arte e descobri que preciso RASCUNHAR no lugar certo e não tipo numa folha de pimaco

Ai eu conheci uma menina que fazia designer e que só tinha mobília da Alemanha oriental, e ela me disse que o legal era ter um moleskine.

- O que é isso?

- É tipo um caderno que os artistas usam pra se sentirem mais inspirados. Ele é especialmente dotado de subjetividades que potencializam seu poder de criação

- Tipo o que

- Folhas bem brancas

- Quero

Fui no mercado livre (www.mercadolivre.com.br) site de compras aonde você acha tudo, e achei meu moleskine. É bem caro tipo 60 reais mas esse é o preço, grandes artistas mundiais também se sacrificaram

Ele mal tinha passado da alfândega e eu já sentia meu espírito se elevar, quando abri senti 192 páginas de celulose e feelings na minha frente, comecei a pensar como eu poderia aproveitar cada página deste que é o Stradivarius dos cadernos de folha branca. Fiz rascunhos de alguns trabalhos meus (sou poeta e artista plástico) por favor deêm uma olhada to com medo de estragar meu moleskine com qualquer coisa

um dos meus poemas

um dos meus poemas

Nos meus rascunhos no word venho trabalhando em releituras, gosto disso… um DIÁLOGO ENTRE GERAÇÕES

Um dos paradoxos de ter pouco dinheiro e querer usar o produto adquirido, aproveitando cada centavo de folha ou fazer exatamente o contrário, comprar e ficar ali, olhando o meu querido moleskine com medo de escrever

Agora fiquei em dúvida se foi um bom investimento

DÚVIDAS: UM SINAL DE INQUIETAÇÃO DO ARTISTA

DÚVIDAS: UM SINAL DE INQUIETAÇÃO DO ARTISTA

TO EM CRISE

TERMINO ESSE TEXTO DPS BJS

Lady Gaga e a geração das alternativadias

13/08/2009

Ontem eu tava em casa terminando uma deliciosa partida de Winning Eleven quando vejo minha irmã saindo de casa, veja bem, saindo de casa depois do William Waack sair da casa dele pra apresentar o jornal. Vestida com uma roupa PRA LÁ DE ESTRANHA. Alguns dias atrás eu tinha visto um daqueles filmes que as pessoas fazem sobre a vida das putas  na Alemanha Ocidental e essa comparação subiu na minha cabeça:

Minha irmã ontem à noite

Minha irmã ontem à noite

Minha irmã andava ouvindo uns rockzinhos teens, como todo teen roqueirinho ouve, ate aí OK. Assim era eu há três Copas do Mundo. Mas observando melhor o quarto dela e aqueles imãs escrotos que prendem aqueles pôsters de ídolos das revistas ROCKMANIA eu encontro uma citações a atrizes de novela, atores do High School Music e bem no meio o pôster daquele que veio se tornar minha algoz midiática nas últimas semanas: Lady Gaga.

Personagem de um jogo da SNK?Não, é o expoente da moda Lady Gaga

Personagem de 1 jogo do Neo Geo-SNK?Não, é o expoente da moda Lady Gaga

Eu sou um panguá porque não compreendia a Lady Gaga até ontem. Eu achava que era mais uma vadia maluca desesperada pra chamar a atenção com sua “autenticidade artística” e “emancipação feminina”, só que ela é mais que uma vadia maluca que se veste como um Cosplay. ELA É O SÍMBOLO DA GERAÇÃO DAS ALTERNATIVADIAS.

Sabe, homens que não cresceram sendo escolhidos no futebol e ficaram anos tomando caldo na piscina têm certos caminhos pra escolher:

1- Continua sendo o nerd humilhado até entrar na faculdade e perder o cabaço com a mulher que você futuramente vai casar.

2- Se alinha a cultura mainstream e entra na academia e põe uns tênis gordinhos da REEF

3-Vira um drogado alternativo que nega televisão aberta e usa uns morceguinhos escrotos no msn até os 16 anos, e quando entra na faculdade frases em inglês de bandas como INTERPOL  nas fotos do orkut.

E quando você acha que sua irmã vai chegar em casa fumando cigarro Gudang e que sua melhor amiga vai ser uma lésbica gorda com o cabelo do Léo Moura, ela aparece em boates CAUSANDO bebendo drinks caros e usando umas roupas de gente fina e pensa: ISTO É TOTAL LADYGAGAÇÃO DO ALTERNATIVO.

Sou lasciva, bissexual, fina, me esfrego nos seguranças negão pra causar mas nunca peguei um negro na vida

Sou lasciva, bissexual, fina, me esfrego nos seguranças negão pra CAUSAR mas nunca peguei um negro na vida

Maluco, Lady Gaga é a síntese do que existe pior na cultura pop atual, é o que Monteiro Lobato (salve grande monocelho) chamava de “furúnculos de cultura excessiva”, é você pegar o PIOR do alternativo (querer mostrar personalidade por usar uma roupa festa de sapo de pelúcia amarrados) e o pior do mainstream (sou amiga de FASHIONISTAS e discoteco em clubes que você nunca vai poder pagar) e colocar tudo num maiô de cor estridente e dizer que todas as meninas de hoje em diante tem que fazer o estilo “autista pop lesbo-afetivo”.

cena atual by mitsu

Pangéia cena atual by mitsu

Isso de o pop se misturar com o undeground e de não existirem preconceitos e o mundo ser uma grande pangéia cultural  é bonito e tal mas pra pessoas como eu, que não sabem ter classe mas mesmo assim querem conhecer gentenovaesedivertir a CONTA NÃO FECHA. A cultura alternativa deu ao mainstream o bissexualismo, as drogas como elemento livre de qualquer perseguição no grupo social, amigo, foram ANOS pra nego descobrir que você pode foder no banheiro e não ser apedrejada publicamente no dia seguinte!

E o que eu tô ganhando aceitando a Paris Hilton como ícone? Sex on the beach?

O ponto aqui não é a Lady Gaga supostamente ter um pênis e todos falarem sobre isso, é o namorado da Lindsay Lohan ter uma vagina e ninguém dar a mínima.

Quero meu pop fofinho de volta .Ou minha irmã vai pra matinê pegar meninos de aparelho ou vomita Cantina da Serra no Garage. Gosto desses mix não.

Fica aqui meu protesto em forma de canção:

Abs

Pensando em me tornar um grande fã de cinema

06/07/2009

Eu tenho um problema na minha sexta-feira.Sempre quando o William Bonner manda o “boa noite” um comichão nervoso me atinge e eu preciso pôr meu tênis velho, sair e voltar de madrugada.Outro dia eu cheguei em casa, ainda sob efeito da cerveja, e liguei na TV Globo (Canal 4) e assisti um filme muito bacana chamado “Endiabrado”:

endiabrado

Fala sobre um cara que não tem a mulher que ele quer pegar, ai chama o Diabo que é a Elizabeth Hurley e deseja sete coisas que dão errado.O filme é bacana, me fez pensar sobre estilos de vida completamente diferente dos meus, como daqueles fãs de cinema que não curtem muito sair mas de certa maneira fazem parte dessa ‘vida alternativa dos consumidores de cultura’.

Eu nunca gostei muito de cinema, mas pelo que parece é feito para a reflexão, pra você se ‘projetar’ em outras realidades, e viver por um momento a vida do outro.Existem dramas, comédias, e filmes de superação:

Um exemplo de filme que agrega diversos valores positivos

Um exemplo de filme que agrega diversos valores positivos

Gosto dos fãs de cinema.A maneira que eles andam, com aquela classe de cocker spaniel, com suas camisas xadrez por cima de camisas de manga longa e seu cavanhaque combinando com a barriga proeminente.

Um cinéfilo e sua sofisticada cultura do cavanhaque

Um cinéfilo e sua sofisticada cultura do cavanhaque

Gosto de como eles se divertem em casa com seus amigos em suas longas sessões de cinema e box de seriados americanos, tudo regado a muita Coca Cola Zero.

Sempre admirei a capacidade dos fãs de cinema de manterem uma vida social que não combina bar depois boate/show depois bar de novo ai finalmente casa.Me admira como eles mantém uma vida sexual que não envolva banheiro público do sexo oposto e “faz silêncio que meus pais estão dormindo”.

Cinema pra mim parece uma evolução natural na meio artístico de quem jogava videogame , lia quadrinhos e toda a trilogia do Senhor dos Anéis quando era pré-adolescente, ao contrário daquela galera que aos treze anos de idade já se considera uma pessoa densa por seus pais serem músicos clássicos, ai acabam crescendo e virando artistas plásticos ruins e drogados.

Gosto da maneira que eles gostam dos atores que eu não consigo gostar, como o Nicolas Cage, Uma Thurman etc.

Muito prudente dos cinéfilos começarem a assistir filmes sobre drogados já na adolescência mas tem medo de usar, ao contrário dos amigos que gostam mais de música e não assistem esses filmes, fumam escondidos na escada do prédio e bebem vodka com coca cola na praça de alimentação do Shopping Center, numa garrafa escondida na mochila jeans escrita com caneta bic nome de bandas que estão na trilha sonora do filme sobre drogas que os cinéfilos assistem.

Quero ser amigos de cineastas promissores que tem uma linguagem jovem e moderna:

Poderia ser amigo desses caras, são modernos e tem uma abordagem jovem

Poderia ser amigo desses caras, são modernos e tem uma abordagem jovem

E talvez me tornando amigo deles posso finalmente ir na festa de lançamento do filme e me divertir com meus novos amigos:

Seriam foda eu saindo em fotos com minha 'nova turma de cinéfilos'

Seria foda eu saindo em fotos com minha 'nova turma de cinéfilos'

E ai qual a próxima sessão?FICO NO AGUARDO.

Abraços


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